
A escoliose idiopática do adolescente (EIA) e a escoliose degenerativa do adulto são condições complexas que afetam milhões de pessoas e suas famílias em todo o mundo. Durante décadas, o tratamento convencional foi baseado na política do “observar e esperar” — o que muitas vezes permitia que a curva progredisse livremente — ou em intervenções extremamente invasivas, como cirurgias de artrodese e o uso de coletes rígidos que causavam grande impacto psicológico e limitações físicas. No entanto, ao chegarmos em 2026, a ciência fisioterapêutica estabeleceu protocolos muito mais sofisticados e eficazes. Na Fisioclínica Caxias, temos o compromisso de ser a referência em Caxias do Sul para o tratamento de escoliose através do método SEAS (Scientific Exercise Approach to Scoliosis). O que torna a Escoliose tão complexa? (A Visão Tridimensional) Para compreender a eficácia de um tratamento, precisamos primeiro entender a natureza da patologia. A escoliose é frequentemente mal compreendida como sendo apenas uma “coluna torta para o lado”. Na realidade, trata-se de uma deformidade estrutural tridimensional. Ela envolve três componentes distintos que ocorrem simultaneamente: Inclinação Lateral: O desvio da coluna para a esquerda ou direita no plano frontal. Rotação Vertebral: As vértebras giram sobre seu próprio eixo, criando a famosa “giba” ou corcunda nas costelas. Alteração Sagital: A perda ou inversão das curvas naturais de perfil, como a retificação da cifose torácica ou da lordose lombar. Por ser uma deformidade que ocorre nos três planos do espaço, qualquer exercício genérico de academia ou alongamento simétrico que tente apenas “empurrar” a coluna lateralmente será ineficaz e, em alguns casos, pode até acelerar a progressão da curva ao aumentar a instabilidade. O SEAS foi desenhado especificamente para responder a cada um desses componentes de forma integrada. A Origem, o Rigor e a Ciência por trás do SEAS O SEAS não é apenas uma “técnica de exercícios”, mas uma abordagem terapêutica desenvolvida na Itália pelo prestigiado Instituto Científico Italiano da Coluna (ISICO). O método é um dos pilares das diretrizes internacionais da SOSORT (Society on Scoliosis Orthopaedic and Rehabilitation Treatment). Ele se destaca globalmente por ser um dos poucos métodos conservadores que possui o Nível I (Excelente) de evidência científica. Isso significa que existem décadas de estudos clínicos randomizados comprovando que a aplicação correta do SEAS é capaz de reduzir significativamente a necessidade de indicação cirúrgica e evitar que curvas pequenas progridam para graus severos. Na Fisioclínica Caxias, a Dra. Adriana Zangali Cioato aplica estes rigorosos protocolos internacionais, oferecendo aos pacientes de Caxias do Sul o mesmo padrão de tratamento encontrado nos centros de excelência da Europa. O Grande Diferencial Estratégico: Autocorreção Ativa Diferente de abordagens tradicionais onde o paciente recebe manobras passivas do fisioterapeuta, o SEAS baseia-se no conceito revolucionário de Autocorreção Ativa. O segredo do sucesso do SEAS em 2026 não reside apenas em “ficar reto” durante a sessão. O verdadeiro objetivo é a neuroplasticidade: treinar o cérebro para aprender a nova posição e reconhecê-la como o novo padrão de normalidade. Através de exercícios de controle neuromotor, o paciente aprende a manter essa autocorreção enquanto realiza tarefas complexas, como caminhar, estudar ou praticar esportes. É uma reeducação do sistema nervoso central aplicada à estrutura óssea. Como funciona a jornada de tratamento na prática? O tratamento na Fisioclínica Caxias é dividido em etapas claras e monitoradas: Avaliação Postural Computadorizada: Utilizamos a fotogrametria e testes clínicos rigorosos para mapear a geometria exata da curva. Desenvolvimento do Plano Individualizado: No SEAS, não existem “protocolos de prateleira”. Cada plano de exercícios é único para o tipo e o grau da curva de cada paciente. Fase de Estabilização: O objetivo é que os músculos estabilizadores profundos aprendam a “segurar” a correção mesmo sob estresse. Integração Funcional: O paciente deve ser capaz de manter sua coluna protegida em todas as atividades do dia a dia. Escoliose no Adulto e na Terceira Idade: Alívio e Funcionalidade Existe um mito de que, após o fim do crescimento ósseo, não há mais nada a ser feito. No adulto, a escoliose pode progredir devido ao desgaste natural dos discos (escoliose degenerativa). Nestes casos, o SEAS é fundamental para gerenciar a dor crônica, melhorar a capacidade respiratória e manter a funcionalidade global, permitindo um envelhecimento ativo e com autonomia. Conclusão: A Escolha pela Excelência e pela Ciência Receber o diagnóstico de escoliose exige uma decisão estratégica. A intervenção precoce com métodos de alta evidência científica é o fator determinante para um futuro de saúde e movimento pleno. Na Fisioclínica Caxias, unimos a experiência prática acumulada desde 2003 com o que há de mais inovador na ciência mundial. A escoliose tem tratamento, e o movimento inteligente e consciente é a única chave real para o sucesso a longo prazo.